sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Diálogos: A Importância da Língua Portuguesa

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado nesse final de semana, em 5 e 6 de novembro. Tão importante quanto se dá bem nas provas de matemática, ciências humanas, ciências da natureza,  linguagens, códigos e suas tecnologias, é fazer uma boa redação. A redação tem peso importante para alavancar a nota no exame. 
Referência quando o assunto é a língua portuguesa, com mais de 40 anos de profissão e autor de três livros, entre eles "Colocando o Português em Dia" e "Na Ponta da Língua", professor Helinho destaca a importância de os brasileiros dominarem sua língua nativa. "Falar mal e escrever mal, pega mal!" - brinca o mestre. Confira na íntegra entrevista realizada com o simpático professor.

Diógenes - Qual a importância dos estudos na vida de uma pessoa, especificamente de estudar a língua pátria? Como isto contribui para o bom desenvolvimento dos estudos de todas as outras disciplinas?
Prof. Helinho - Conhecer a riqueza da própria língua é importante em qualquer setor. Todos os profissionais tem que conhecer bem sua língua nativa. Um bom profissional, para ser completo, precisa dominar o conhecimento técnico de sua área de atuação e ter um conhecimento sólido em português, que é o nosso caso. É bom observar que para passar uma ideia, um argumento ou se expressar bem é importante dominar e usar os recursos adequados da língua. Ela é requisito mínimo para o resto do aprendizado. Se você não a conhece bem, terá mais dificuldades no aprendizado em outras áreas, já que terá um repertório pobre e não saberá utilizar os recursos gramaticais a seu favor e nem a favor do aprendizado.

Diógenes - Alguns pais ficam ansiosos para que os filhos aprendam a ler e escrever rapidamente. Em que período da vida o senhor acha que se deve incentivar as crianças para o hábito da leitura? Como isto deve ou pode ser feito?
Prof. Helinho - Acredito que o mais importante no processo de aprendizado é levar o aluno a ter pela língua o cuidado que ela merece. Este processo deve ter início desde o nascimento da criança, ou seja, à partir daí ela já tem um contato mais efetivo com a língua falada. Como diz o ditado: papagaio velho não aprende a falar. O português é um idioma rico, é um idioma bonito e quanto antes se dispuser a trabalha-lo a vê-lo, estuda-lo e a vivê-lo, melhor. Então, os pais tem fator preponderante em tudo isso, cabe a eles a responsabilidade de estimular os filhos quanto ao estudo, sempre de forma prazerosa e cheia de descobertas. Estudar português não deve ser trabalhado pelos educadores como uma tarefa difícil, árdua e que servirá apenas para passar na prova, num concurso ou vestibular. O estudo da língua é realmente uma forma de preparo para se expressar futuramente. Em qualquer carreira em qualquer situação que a pessoa esteja, o conhecimento da língua é fundamental. Nós nos expressamos é através dela. Ela é nosso veículo de comunicação

Diógenes - Existe alguma fórmula que o senhor acredita ser a mais eficaz para o aprendizado das regras ortográficas da língua portuguesa?
Prof. Helinho - O ideal é encontrar uma pessoa, que seja o pai, irmão ou o professor que realmente consiga estimular o aluno pelo gosto desta matéria. Passar para o educando de forma que ele sinta a necessidade de aprender. A língua portuguesa para quem mora no Brasil é item de primeira necessidade em relação a educação formal. As novas regras gramaticais, que passaram a valer oficialmente este ano, irão trazer algumas mudanças para dentro da sala de aula, tanto para o aprendizado dos alunos - principalmente aos que já tinham uma bagagem de conhecimento, quanto para os professores que deverão atualizar seus conhecimentos.

Diógenes - Quais o desafios que você enxerga no exercício da profissão de professor numa sociedade cada vez mais virtualizada? E como professor, o que mais lhe agrada e o que mais lhe desagrada?
Prof. Helinho - Tenho 40 anos de profissão e acho a informática uma coisa maravilhosa quando se pensa em acesso a informação e ao conhecimento. Porém, uma aula na internet o aluno ouve, mas ele não tem como perguntar, argumentar ou expor suas dúvidas, se comparado com a interação da presença física de uma sala de aula. Por isso, acredito realmente que o aprendizado acontece entre a relação professor e aluno. É quadro e giz, cuspe e giz. A figura do professor é fundamental para a construção do saber. O que me desagrada como educador é que, às vezes, um aluno chega a mim iludido com o conhecimento da matéria via apostila ou via internet. Eles ouvem o galo cantar mais não sabem onde. Isto é ilusório. Muitos alunos de hoje não conhecem a estrutura da matéria. Eles precisam de alguém que discuta com ele, que mostre a eles o caminho das pedras. E não simplesmente abrir um livro ou curso pela internet e achar que só precisa daquela informação. Ele não deve ter a informação sobre a língua portuguesa, ele deve ter a formação na língua portuguesa.
 
Diógenes - Entre as sugestões que os empregados [da Stola do Brasil] deram para esta matéria, alguns falaram que têm dificuldades para estimular o interesse dos filhos pelos estudos. Outros chegaram a admitir que não dão bom exemplo, têm mil desculpas, etc. O exemplo dos pais é fatal?
Prof. Helinho - Eu acredito que muitas vezes os pais ficam perdidos ou mesmo apresentam certa dificuldade em estimular os filhos a estudarem por um problema de consciência e até mesmo por não possuírem uma opinião concreta. Ou seja, elem acham, eles supõe. Muitos pais se desligam dos assuntos relacionados a escola e ao estudo do português por não terem o conhecimento formal necessário para cobrar dos jovens. O conhecimento da língua, o despertar e o estímulo desse conhecimento nos pequenos deve ser um problema de todos, do professor: simulando, discutindo, debatendo com ele. Dos pais e familiares que devem apoiar e criar mecanismos facilitadores para que o aprendizado aconteça de forma saudável e não por obrigação.

Diógenes - E para aqueles que estão se preparando para o vestibular (são muitos). Como fazer para não perder o foco e se sair bem na prova de redação?
Prof. Helinho - Primeiramente, redação não é escrever o que você quer. Se começarem a elaborar um texto com esse pensamento irão escrever bobagens. Existem técnicas de redação, como redigir um texto e que precisam ser seguidas. Também é preciso de conhecimento e dados fundamentais para escrever um texto. Ou seja, ter coerência com tema e não perder o foco no conteúdo. A forma de como eu vou encapar as ideias que tenho, qual a forma que vou explicita-las na redação - o que eu vou dizer e como eu vou dizer. Deve-se atentar a tudo no texto: concordância, regência, pontuação, conotação pronominal... Uma vírgula a mais ou a menos pode alterar o significado da oração, uma conjugação verbal errada pode mudar percepção do leitor sobre o código pretendido para se comunicar.

Página do professor Helinho no Facebook: www.facebook.com/Professor-Helinho-429726463834354

domingo, 30 de outubro de 2016

Economia de Energia, Bom para seu Bolso, Bom para o Planeta

A maioria de nós já sabemos que existem diferentes tipos de se obter energia. Todas estas maneiras de se gerar energia causam impactos na natureza, uns menos e outros mais. Com algumas dicas simples, que muita gente já sabe e também esquece de praticas, é possível mudar hábitos, otimizar o uso da energia elétrica, da água e de outros recursos naturais. 
Assim, cada um fazendo um pouco, todos colaboram com o Meio Ambiente. 

Veja algumas dicas

1-    Aproveite bem os alimentos frescos incluindo sempre que possível casca, talo e folhas;
2-    Feche a torneira ao escovar os dentes;
3-    Doe roupas, sapatos e acessórios que não utiliza mais ou quando comprar algo novo;
4-    Sempre que possível dispense o uso de descartáveis;
5-    Apague a luz ao sair dos ambientes;
6-    Utilize o máximo possível a luz do sol para iluminar os ambientes;
7-    Tome banhos curtos e desligue o chuveiro quando for ensaboar o corpo;
8-    Use a vassoura e balde ao invés de mangueira e reaproveite a água da lavagem de roupas para lavar o quintal;
9-    Utilize a folha de papel imprimindo ou escrevendo dos dois lados;
10-    Evite comprar mercadorias com muitas embalagens;
11-    Reaproveite alimentos transformando-os em sopas, caldos ou bolinhos;
12-    Separe corretamente o lixo para reciclagem;
13-    Lave roupa aproveitando a carga máxima da máquina;
14-    Passe a roupa uma vez por semana;
15-    Utiliza sacolas de ecológicas e retornáveis para fazer compras;
16-    Use menos produtos de limpeza;
17-    Procure usar menos papel toalha e guardanapo de papel;
18-    Faça revisões regulares no carro para garantir menor poluição ao ar;
19-    Consuma menos alimentos industrializados e mais alimentos orgânicos;
20-    Abra menos a geladeira e o freezer;
21-    Prefira embalagens retornáveis;
22-    Utilize menos o carro para percursos curtos (andar mais a pé);
23-    Use menos o ar condicionado do carro;
24-    Lembre de tirar o carregador do celular da tomada;
25-    Lembrar de tirar aparelhos do stand by quando terminar de utilizá-los.
 

Aproveitar melhor os recursos naturais, gerar menos resíduos e poluição é contribuir para uma sociedade mais sustentável. Faça sua parte.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

10 de Dezembro - Direitos Humanos, Iguais na Diferença em Todos os Lugares

Dia 10 de dezembro é a data em que foi instituída, em assembleia geral da ONU - Organização das Nações Unidas, Declaração Universal dos Direitos Humanos. A norma comum tem por objetivo ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos considerados fundamentais.

Este documento, traduzido em mais de 360 línguas, foi um marco para a história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes nacionalidades e religiões do mundo, ela estabelece, a proteção universal dos direitos individuais e coletivos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada em Paris, no dia 10 de Dezembro de 1948, há exatos 66 anos.

E não por coincidência, os trabalhos para elaboração de um documento universal que assegurasse mais dignidade para a vida humana ao redor do globo se deu após as traumáticas primeira e segunda guerras mundiais. Ela estabeleceu de forma mais ampla e difusa, a proteção dos direitos humanos em todos os países-membro da ONU. Algo praticamente esquecido durante os conflitos advindos das duas guerras. Aliás, a criação da própria ONU, cuja organização é constituída por governos da maioria dos países do mundo, se deu logo após o período pós-guerras em 1945.

Uma série de outros tratados internacionais de direitos humanos e instrumentos adotados desde a criação da ONU - 1945, expandiram o corpo dos direitos humanos internacionais. Entre eles: as convenções para a prevenção e a repressão do crime de genocídio (1948), de eliminação da discriminação racial (1965) e discriminação contra as mulheres (1979), dos direitos das crianças (1989) e das pessoas com deficiência (2006).

O primeiro dos trinta artigos que compões a Declaração, proclama os direitos inerentes de todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem... Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Todos os membros da ONU comprometeram–se a trabalhar uns com os outros para promover os trinta artigos de direitos humanos do documento. Muitos destes países de várias formas, inclusive o Brasil, incorporaram artigos da Declaração como parte das leis constitucionais de suas nações.

Os Estados Membros das Nações Unidas - ONU

 
FONTES
ONUBR - Nações Unidas no Brasil [www.onu.org.br/direitoshumanos] [http://www.dudh.org.br/definicao/documentos]

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tumulto na Sala 5 - Cineart (Contagem)

Ontem, terça-feira (28) a noite, dois amigos e eu saímos para assistir Annabelle, filme de terror que sempre curto. Não estou aqui para relatar sobre o filme, até mesmo porque só consegui ver um pouco dele.

Fomos até Shopping Contagem, na Avenida Severino Balesteiros Rodrigues. Decidimos ir lá, pois, apesar de ter tantos outros locais para assistir Annabelle mais próximo de casa, um dos amigos nunca tinha ido até o shopping Contagem.

                                              Shopping Contagem (imagem da internet)

Até aí tudo bem, tudo certo.  Sabendo que terminado o filme o restante do shopping estaria fechado, fomos na praça de alimentação comer antes de subir para o cinema. Compramos uns lanches e com o horário apertado tivemos que subir com eles.

Aos poucos a sala enche. Terça-feira, dia de promoção de ingressos na rede Cineart... Tentem imaginar quem eram os frequentadores naquele momento? Jovens em sua maioria, em turmas, moças e rapazes que não respeitam seu limite de espaço: falam alto, riem alto, zoam uns aos outros a todo tempo, gritam entre si e dão pequenas amostras de como não se comportarem dentro de uma sala de cinema. Já sabia que não poderia contar muito com a educação lá dentro.

E o filme se inicia paralelamente as falas em tom alto, aos gritos propositais a cada cena de suspense. Muitas vezes quase não se ouvia a dublagem do longa. Parece que parte do pessoal ali dentro não foi para ver o filme, mas sim para aproveitar o preço atratativo daquele dia para marcar encontro com a "turma" e fazer algazarra dentro da sala de cinema. 

Ânimos se exaltam de um lado e de outro aos gritos de "silêncio", "cala a boca que ver o filme", "véi, para de falar que eu quero assistir"... etc. 

Alguns saem da sala para pedir providências por parte da equipe da Cineart em conter a bagunça. Nesse meio tempo o clima fica tenso. Aparece um jovem rapaz (não me perguntem se era policial civil, militar, federal, segurança) com arma em punho e aponta para um grupo de rapazes pedindo que eles saiam da sala, o clima esquenta com discussões e ameaças de ambas as partes. Não fiquei lá para conferi. 

Saímos os três e procuramos a supervisora do Cineart que já estava ciente do acontecido e acompanhava do lado de fora da sala. Dissemos então que não iríamos mais assistir o filme e pedimos vouchers para utilizarmos em outra sala da rede de cinemas. Definitivamente não tivemos uma boa experiência naquele lugar. Mesmo com nossa insistência de que não queríamos mais o Cineart do Shopping Contagem, a supervisora por sua vez apenas carimbou os bilhetes do cinema para que pudessemos voltar e assistir um outro filme de nossa preferência. Com nossa insistência ela também disse que poderíamos tentar acessar outra sala, só que para isto teríamos que contar com a boa vontade de outro Cineart em nos autorizar. Agora é convocar os amigos novamente e tentar assistir o filme de terror em paz e em outro Cinart.



...Pode ser que tenhamos próximos capítulos. :/

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Atendimento em Shopping na Av. dos Andradas / BH

 
                                            Boulevard Shopping - BH (foto internet)

Neste último domingo (26 de outubro), dia de eleições, estive no Boulevard Shopping em Belo Horizonte para almoçar. Mãe não ia fazer almoço em casa e por isso fui até o mall.

Chegando no local as 11h50, percebi que havia um movimento atípico de pessoas ao redor do shopping. Antes de entrar no estacionamento, notei que o local estava vazio e muita gente esperando que ele abrisse as portas para adentrar. Até pensei que poderia ser as eleições que afetou o horário de funcionamento do centro de compras.

Tentei acessei a entrada do estacionamento atrás do Boulevard na rua Professor Otaviano e estava fechada, então voltei e entrei pelo estacionamento da Avenida dos Andradas. Avistei um funcionário do mall e o perguntei se o local já estaria aberto. Ele respondeu que sim. Depois de parar no estacionamento e tentar subir para a praça de alimentação, outros funcionários da segurança controlam naquele momento a passagem e informam que houve falha elétrica e que logo liberariam a entrada de todos. Enquanto isso muitos aguardavam na frente do supermercado, que funcionava normalmente. 

Entrei no hipermercado, deu umas voltas por lá e logo subi para a praça de alimentação. Chegando no local vi um grande fluxo de pessoas em três ou quatro restaurantes. Então me deu conta que muitos estavam fechados e a outra parte estava em processo de abertura (organização, limpeza, preparo de alimentos etc).

Decidi então sair dali e procurar outro lugar para almoçar naquele domingo chuvoso em Belo Horizonte. Pensei: espera, terei que pagar o estacionamento. Foi então que decidi procurar o SAC do mall para ver se conseguiria sair sem a obrigatoriedade de pagar pelo estacionamento, uma vez que fui até o shopping para almoçar e não consegui pois, apesar do horário (já passara de 12h30), as lojas do segmento de alimentação não estavam atendendo em sua maioria.

Atendido prontamento pelos funcionários do mall e por representantes do estacionamento, argumentos de lá e de cá, fica decidido que não poderia sair sem o ônus do estacionamento. Não havia pedido nada demais, na verdade, pagar ou não o estacionamento - R$ 8,00 - não me deixaria mais pobre ou mais rico. Só gosto e prezo pelo bom senso. Esperava uma atitude mais compreensiva do Boulevard Shopping em Belo Horizonte de entender a situação do cliente e não só agisse como se fosse mais um cliente, ou como supervisor do mall me ponderou "já pensou de todos pedissem pra sair sem pagar..." 

Devido a chuva, a fome, o fato de ter que pagar o estacionamento e ainda ter que voltar pra Contagem e votar, enchi a barriga ali mesmo. Peguei um restaurante cheio - mas pelo menos com a comida gostosa.

Hoje fui pra almoçar, amanhã não se sabe. Ou quem sabe amanhã nunca mais!? Não digo nunca mais porque vai que estou passando a pé lá perto e preciso correr de um assalto ou mesmo entrar pra usar o banheiro, né? ;)